Sanduíches da Copa McDonald’s

Sim, nós comemos TODOS os sanduíches da copa no McDonald’s no maior estilão Morgan Spurlock. E além de engordarmos bastante, registramos cada impressão.
AVISO: Todos os sanduíches foram fotografados como vieram na caixa, intocados.

Domingo – McAlemanha

McAlemanha

Me lembro que esse era meu sanduíche favorito na última copa, então queria reviver a emoção. Mas como podem ver pela foto foi uma emoção, mas de decepção. Comprei essa coisa no McDonald’s perto do metrô Trianon-Masp, e tranqüilamente foi o sanduíche mais mal montado que eu comi em toda a peregrinação dessa semana. Oh coisa ridícula!
O salsichão não tem nenhum tempero específico. A maionese é gostosa mas veio tão exagerada que tudo ficou enjoativo. O queijo e a salada passam batido no meio da torrente de maionese. Não consegui me lembrar por que gostava desse sanduíche há 4 anos, porque NÃO GOSTEI agora.

Segunda –  McEspanha

Peixe empanado com pimentão. Se essa combinação num prato pode dividir opiniões, imagine num pão.
Valentina não gostou. Na verdade eu tive que terminar o sanduíche  dela (ótimo!).
Particularmente gosto de comida inusitada, tá aí a graça desse sanduíche. Mas não recomendado para paladares ortodoxos.

Terça – McArgentina

McArgentina

O destaque seria o bacon em fatias e o molho chimichurri. O molho realmente é gostoso, ponto pro sanduíche. Já o bacon em tiras estranhamente não é gostoso como o McEUA. Não sei se tive a má sorte de vir pouco bacon no meu sanduíche ou se o bacon realmente não é o mesmo.
Na foto: Um monte de coisa esparramada, e no pão errado…

Quarta – McFrança

McFranca

McFrança, vulgo McTrês Queijos, chama atenção pelo cream cheese derretido, fatia de ementhal e parmesão ralado. De resto o hamburger é de frango empanado com salada. O sabor, claro, é exageradamente queijo, chega até a enjoar. Fora isso lembra muito o antigo McChicken Gournet. Pra variar veio porcamente mal montado.

Quinta – McBrasil

McBrasil

O McBrasil é surpreendentemente suave (eu esperava um sabor marcante). O hamburger de pernil tem sabor sutil e acredite ou não, tem uma textura que até parece carne de verdade. A maionese dos sanduíches da copa é bem melhor que a corriqueira (quando bem dosada, claro). É um dos destaques da promoção: os ingredientes combinam e deixam o sanduíche bem equilibrado.

Sexta – McEstados Unidos

McEUA

Mais um destaque da promoção: Bacon, molho barbecue agridoce e muito picles. Os ingredientes do McEUA são de qualidade superior à dos sanduíches de rotina. Na primeira mordida já percebi que tava comendo bacon de fato, nada como a folha de papel pintada de vermelho do McNífico.
O sanduíche agradou tanto eu quanto a Valentina, só achei que podia ter mais molho no meu sanduíche.
Ah, pra variar, tudo esparramado…

Sábado – McItália

McItalia

O McItália tem jeito de refeição dentro de um pão: Polpetone com molho de tomate, salame, parmesão e manjericão. Mas denovo esbarramos nas limitadas quotas de recheio do McDonald’s. Eu francamente não diria que tem parmesão e manjericão no sanduíche.
O polpetone é grande, mas sem graça. Nem a carne nem o queijo têm sabor marcante. Tudo isso somado à miséria de molho de tomate me força a eleger o McItália junto com o McAlemanha os piores sanduíches da copa no McDonald’s.
Na foto: uma coisa muito xôxa.

Considerações Finais

Eu nunca tinha me proposto a comer tanto no McDonald’s em tão pouco tempo… E foi uma experiência terrível!
Nesses 7 dias eu:
- Comi um monte de sanduíches feios, montados com o maior relaxo e descaso do mundo.
-  Fui tratado com o mesmo relaxo e descaso do mundo. Os funcionários do McDonald’s devem ganhar MUITO MAL pra não ligarem a mínima pra o que vc fala. Esquecem o que você pede e sempre trazem coisas trocadas. Basta fazer uma modificação no padrão pra ter uma dor de cabeça.
-  Não entendi por que a oferta da copa vem com uma bebida grande. Só pra justificar o maior preço do pedido padrão?
-  Constatei o relaxo e maior descaso do mundo no abastecimento das duas unidades do McDonald’s perto do metrô Consolação: Elas passaram simplesmente a semana toda servindo um sanduíche da copa ADIANTADO. Sim, se por exemplo você fosse a uma dessas lojas na quinta-feira passada prestigiar o McBrasil ficaria entre o McEUA e os pedidos de sempre. Frustração garantida pra quem dá um pouquinho de importância para o que come.

Levando em conta que o McDonald’s é o símbolo do fast food no Brasil, estamos perdidos. Posso garantir que nunca me senti mal servido no Burger King – concorrente direto do McDonald’s em âmbito internacional, e em muitos casos vencedor.
Mas infelizmente as poucas unidades do Burger King em São Paulo não passam perto de fazer frente ao onipresente M gigante. Mal pra quem quer comer um sanduíche feito em linha de produção.

Agora cá entre nós, por que nenhum investidor nesse país ainda não abriu um Burger King na Avenida Paulista? DEMOROU!

Onion Rings no Fifties

thefifties

O Fifties tem uma grande importância na “gastronomia popular” de São Paulo. A lanchonete está entre as principais franquias, inspiradas pela tradição americana, que fizeram a febre de hamburguerias nessa década.
Isso tudo levou o hamburguer paulistano e seus acompanhamentos a um nível além do fast food.

Na verdade o Fifties tem mais do que uma simples hamburgueria. Servem hot dogs, sanduíches naturais e até saladas com grelhados. A variedade é grande, e deve ser abordada com atenção. Portanto vamos, naturalmente, por partes.

O post é dedicado às Onion Rings, aproveitando o tema recentemente abordado sobre o Burger King.

Valentina e eu fomos almoçar no Fifties próximo ao Masp. Pedimos uma porção de onions pra abrir a refeição.
Rapidamente fomos servidos com o petisco.
Os anéis de cebola eram visivelmente fininhos. Feitos com pouca massa. Pareciam um grande emaranhado.

A primeira mordida revelou uma leve crocância e cebola bem cozida. Devido à fina camada de massa, de sabor quase imperceptível e tempero fraco, os onion rings não eram nada sem catchup e mostarda.

A “casquinha” de massa também fez com que os anéis ficassem quebradiços. E sim, tinham o efeito de puxa-um-vem-tudo.

Levando em consideração a Cartilha de Onion Rings, a nota para o Fifties é 3/10.

Crocante/Sequinho: 0.5/2.5
Cebola Cozida: 2.5/2.5
Massa Temperada: 0/2.5
Firme/Soltinho: 0/2.5

Não recomendamos Onion Rings do Fifties.

Cartilha de Onion Rings

Valentina e eu acreditamos que Onion Rings devem seguir alguns critérios para serem consideradas excelentes. Aqui estão eles, para que nos ajudem a dar notas de 0 a 10 para esses petiscos tão queridos. Cada fator tem peso 2.5:

Crocante/Sequinho
O anel de cebola ideal tem que ser crocante, fazer estalo quando você morde. Óleo exagerado arruina isso.

Cebola Cozida
Ninguém gosta de morder um onion ring no meio e destruí-lo ao trazer toda a cebola junto. Ela deve se partir facilmente quando você morde.

Massa Temperada
Quando se cozinha a cebola a ponto de se partir facilmente, ela perde seu sabor. A massa tem que sustentar o sabor.

Firme/Soltinho
É muito desagradável puxar um anel de cebola e ele se quebrar, ou pior, vir com metade da porção junto.

Rockets

rockets

Na busca incansável pela melhor hamburgueria de São Paulo, semana passada fomos no Rockets, uma lanchonete temática anos 50 americano, localizada no Jardins.

Ao chegarmos lá, a primeira coisa que notei é que era tudo muito familiar pra mim… logo veio o estalo, “é igual ao Johnny Rockets!”. O Johnny Rockets é uma rede de lanchonetes americana com o mesmo tema. Até o logo é parecidíssimo! Mas como nem tem Johnny Rockets no Brasil, vamos nos ater à comparação e análise com as outras hamburguerias daqui.

A decoração interna é muito legal, melhor e mais fiel do que as outras hamburguerias que fui com a mesma proposta. Tem até aqueles table top jukeboxes, repleto de músicas da época! Só não conseguimos saber se funcionam de verdade porque escolhemos uma mesa sem um desses.

O menu é um espetáculo! É enxuto e sem frescuras, o que proporciona uma escolha rápida, mas mesmo assim tem grandes destaques que eu nunca havia antes visto no Brasil. Leite maltado, chili fries, Coca-Cola com sabores, são alguns desses items que você provavelmente só viu nos seriados americanos! Mesmo sendo pouco comuns no Brasil, esse tipo de coisa é normal em qualquer lanchonete americana, o que os torna mais fiel ao tema. Pelo que percebi, a proposta do cardápio deles é ter poucas opções, pra fazer tudo muito bem. Já a parte dedicada à sobremesas não parecia nada atraente. Os sanduíches tem um valor médio comparado a outras hamburguerias de São Paulo, entre R$15 e R$20 e poucos reais.

Abrimos com um chili fries. Pedi um leite maltado sabor chocolate e o Nestor pediu uma strawberry lemonade. O chili fries estava excelente. Quente o bastante pra derreter o cheddar no topo, mas no ponto certo pra não queimar a língua. Também veio junto um conjuntinho de condimentos com maionese, ketchup e mostarda, todos de ótima qualidade. O Nestor até falou que tinha que pedir um sanduíche com cheddar, porque o cheddar do chili fries estava maravilhoso.
O leite maltado estava bom, afinal é uma bebida simples e não há muito que inventar mesmo. O Nestor ficou extremamente emocionado com strawberry lemonade, a limonada sabor morango. Falou que foi uma das melhores limonadas que ele já tomou, e dava de 10 a zero na do Applebee’s!

Ao terminar o chili fries, já estava cheia, mas pensamos “temos que perdir o hamburguer, afinal aqui é uma hamburgueria”. Pedi o #1 e o Nestor pediu o BB King. O #1 é um cheeseburguer com salada simples, porém muito saboroso e bem grandão. Tão grande que o Nestor teve que comer metade, porque eu não dei conta. O BB King vinha com um hamburguer farto, blue cheese e bacon. Nestor comentou que a carne estava muito boa e no ponto certo, que a combinação resultou num ótimo sanduíche em que todos os sabores, mesmo sendo fortes, casavam muito bem.

Ficamos lá tentando fazer a digestão antes de voltar pra casa, ao som da agradável seleção de música de rock anos 50. Pedi uma Coca-Cola com sabor cereja, para ajudar. Parecia uma Coca-Cola com Halls sabor cereja, não achei ruim mas não é igual à clássica Cherry Coke americana. O Nestor nem quis provar, porque odeia cereja.
A conta deu aproximadamente R$80, e foi comida de sobra pra duas pessoas.

Concluindo, felizmente, a semelhança com o Johnny Rockets fica apenas no visual da fachada. A gente percebe que o Rockets realmente se empenha em fazer uma lanchonete tipicamente americana e se sai muito bem.
Nestor e eu achamos que o Rockets, por enquanto, divide com Achapa o lugar de melhor hamburgueria de São Paulo – compará-las não é possível por causa da temática.

Onion Rings do Burger King

burgerking_onionrings

Com a recente invasão de cadeias de fast food internacional, agora todo mundo quer servir onion rings. O problema é que muita gente parece simplesmente não ter um referencial de como os anéis de cebola deveriam ser.

Particularmente eu gosto bem seco, pra dar o estalo quando se morde.
A cebola tem que estar cozida a ponto de facilmente partir com a mordida.
A massa deve estar bem temperada, pois se a cebola estiver bem cozida não terá muito sabor.

Infelizmente não é tão fácil encontrar ótimas onion rings, mesmo nas hamburgerias um pouco mais caras.
Surpreendentemente o Burger King tem onion rings freqüentemente muito boas. De quebra vc ainda pode pedir sanduíches mais saborosos do que o velho concorrente vermelho-amarelo.

Algumas unidades contam com o sistema de refil que permite bebida a vontade. Outras estão implantando o refil por meia hora (unidade Shopping Ibirapuera, onde fui).

As vantagens são atraentes mas cuidado, o sorvete deles é ruim – naturalmente piora o milk shake. E as sobremesas de modo geral não valem 1/5 do preço. O lance é pegar as onion rings e refil de bebida no Burger King, e escapar de lá se der vontade de comer um doce.

O Pedaço da Pizza

pedaço da pizza

Neste meu post de estreia, me senti compelida a falar de uma péssima experiência gastrônomica (e financeira) que tive n’O Pedaço da Pizza da Rua Augusta.

Lá chegando para um lanche noturno, logo notei as pizzas da vitrine. Fui alertada pelo meu amigo sobre os preços um pouco altos da maioria dos sabores, então observei a mais barata que era a de mussarela. Mas o aspecto não era o dos mais apetitosos porque a pizza na verdade parecia uma lâmina! Muito fininha!

Então decidi pedir a de frango com catupiry que custava R$5,20. Como boa paulista lamentei que o forno era elétrico – mas resolvi dar uma chance. Quando o pedido ficou pronto pedi garfo e faca porque realmente, gente… preciso confessar que sou um desastre comendo pizza com as mãos. E é CLARO que eles não tinham nem um mísero talher de plástico, porque essa não era a proposta do lugar (bom motivo?).

Mas a decepção mesmo foi quando eu comi o tal pedaço da pizza: o gosto era insosso e bem sem graça, mesmo com os condimentos que são oferecidos, como alho frito desidratado e orégano – que não funcionaram por causa do catupiry. Ah, e estava muito muito quente, o suficiente para eu aqui queimar a boca… mas isso não é lá relevante, e foi bem minha culpa.

Concluindo: numa cidade em que podemos comprar uma pizza gostosa de verdade, de forno a lenha, com 8 pedaços, por até 10 reais, não faz sentido nenhum pra mim comer em lugares como o Pedaço da Pizza.

(foto por luc.simon)

Lanchonete da Cidade

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Na eterna busca pelo melhor hamburger de São Paulo, há umas semanas Valentina e eu visitamos um forte concorrente ao cargo. Localizada no charmoso bairro dos Jardins, a Lanchonete da Cidade.

O lugar é bonito, bem localizado e decorado.
Era domingo, véspera de feriado. O público era essencialmente familiar – então o bom ambiente estaria garantido.

Depois de uns 15 minutos aguardando atendimento, Valentina escolheu um sanduíche com tiragem limitada, o Cooper Burger. Eu pedi um Leblon.

O garçom perguntou se queríamos o hambuger ao ponto ou bem passado.
“Ao ponto! Claro!” – respondemos em côro.
Estávamos famintos e com medo da demora, então pedímos uma batata especial da casa, com alecrim e dentes de alho inteiros!

Importante ressaltar mais 15 minutos de espera, porque a lanchonete apesar de não parecer superlotada, teve um atendimento bem lerdo. Tão lerdo que o garçom acabou esquecendo de trazer nossas bebidas – refizemos o pedido.

Enfim nossos sanduíches chegaram.
A primeira mordida revelou um hamburger praticamente crú. Mas crú mesmo.

Foi preciso fazer uso do bom humor para ignorar o fato da carne rua. Então o aviso mais importante para Lanchonete da Cidade é, a menos que você curta carne crua, diga “BEM PASSADA” para o garçom. Vai chegar no “ao ponto” universal.

Engolímos – literalmente – o desgosto e partímos para a análise dos sanduíches.

Antes que eu pudesse me concentrar no meu Leblon, Valentina se engasgou com molho de pícles e mostarda do Cooper Burger.
Pensei que fosse exagero, e fui eu mesmo experimentar.
Quase que Valentina pediu um médico. A coisa foi feia mesmo.

Deixamos um pouco de lado o pão-que-o-diabo-amassou e fomos ao Leblon. Hamburger com queijo camembert, bacon, tomate e alface.
Seria um x-salada sofisticado, mas a combinação não foi lá espetacular.
O sanduíche parecia seco e sem alma.

Estávamos bebendo milk shakes. Eu peguei um tradicional morango, mas Valentina se aventurou com banana – o qual ela não gostou.

No final das contas estávamos nos estapeando pra ver quem terminaria com aquele Cooper Burger. Mas ele acabou.

E a conta deu mais de 100 reais. Que desgosto!
Passamos muito tempo depois conjecturando a razão de nossa infelicidade.
Talvez tenha sido pelos pedidos afrescalhados. A fama da Lanchonete da Cidade é grande de mais pra ser só hype…

Combinamos voltar lá, pedindo coisas simples num dia do juízo final. Aguarde!

Orquestra Imperial, Caetano Veloso, Jane Birkin e Jean-Claude Vannier no Sesc Pinheiros

gainsburgimperial

Dificilmente eu teria uma justificativa pra ver algo ao vivo que envolvesse Caetano Veloso, mas nesse caso ficou fácil: Valentina adora Jane Birkin.

Ingresso na mão, chegamos no horário, pegamos nossas poltronas na galeria superior. Em meio a uma infinidade de casais de meia e terceira idade louquinhos pra ver um encontro memorável.

Diferente do que eu pensava, Veloso e Birkin fizeram rápidas aparições do meio pro final da apresentação. Mas provavelmente a maioria das fotos do show que você vai encontrar na internet são desse longo e fatídico momento em que brasileiro e inglesa trocaram desajeitados abraços e carícias. Valeu boas risadas até da vovó mais carrancuda do auditório!
Quem teve destaque em todo o show foi a não-tão-mais-underground-carioca Orquestra Imperial e o pianista/maestro-cenográfico Jean-Claude Vannier.

Fui mais pela Valentina, mas acabou não sendo de todo mal. O auge pra mim foi quando todo mundo caiu numa batucada bem afro no final do show! =D

Sebastien Tellier no Sesc Pompéia

sebastientellier

Monsieur Tellier, uma das raras personalidades populares que é ao mesmo tempo brega e cool, deu o ar da graça aqui em São Paulo semana passada.
E não é força de expressão, senti um clima de afetação do começo ao fim do espetáculo.

Platéia formada de gente descolada no máximo. Rostos comuns da noite electro paulistana se misturavam a Lovefoxxx e VJ da MTV.
Muita jaqueta de couro, gente descabelada, e fantasias de todo o tipo. Enfim.

No palco pretenciosos DOIS caras munidos de 2 sintetizadores cada um e um baterista. Tudo devidamente syncado em seus macbooks.
E todo mundo com um visual autenticamente oitentista: fosse pelo topete ou pela camisa de tô-na-cena-de-praia-do-fime-Porky’s.
A persona da foto aí em cima flutuava entre guitarra e um piano de cauda. Trajando nada mais nada menos que chapéu, óculos escuro, camisa caribenha, jeans e um sapato branco.
Bom, o Tellier não largou uma garrafa de liquido transparente o show inteiro. Não identifiquei se era vinho ou martini ou similar. Mas considero parte do vestuário.

Cheguei 25 minutos atrasado.
Não peguei Divine, e nem sei se ele tocou.
O decorrer do show foi legal. Musica bem executada (todo mundo syncado sempre gera suspeitas), áudio legal e a performance do galã brega impecável. Com direito a furiosas goladas de bebida, tragos de cigarro, e rastejamento ao pé do piano seguido de xingamentos.

Abruptamente, quando o relógio bateu 1h de show a banda foi-se embora.
Sem bis, nem nada.
(A menos que tenham voltado ao palco depois de meia hora, o que não acredito)

Fiquei com a sensação que ou o Tellier é escroto, ou a banda não curtiu o ambiente.
Sabe, cara, entrar num continente pra fazer um show bêbado de 1h pra mim é meio-merda.

Mas enfim, valeu a experiência. Nem foi caro mesmo =)

Britta Persson no Sesc Pompéia

Britta Persson

Totalmente desavisado eu fui conferir Britta Persson, pelo já conhecido festival indie Invasão Sueca.
Cheguei na segunda música mas já fui surpreendido pelo simples mas muito bonito efeito de luzes.

A tal sueca tocava um rock igualmente simples, acompanhada por um energético baterista.

A performance tranqüila misturada à ótima qualidade sonora, somada ao fato de ver o show sentado em poltronas tranformou a experiência numa sensação muito agradável e reconfortante. Exatamente como eu definiria da música da senhorita Persson.

E amanhã tem Loney Dear e Those Dancing Days. Mesmo bat-país, mesmo bat-horário, mesmo bat-canal!