Archive for the ‘ Hamburgueria ’ Category

Onion Rings no Fifties

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O Fifties tem uma grande importância na “gastronomia popular” de São Paulo. A lanchonete está entre as principais franquias, inspiradas pela tradição americana, que fizeram a febre de hamburguerias nessa década.
Isso tudo levou o hamburguer paulistano e seus acompanhamentos a um nível além do fast food.

Na verdade o Fifties tem mais do que uma simples hamburgueria. Servem hot dogs, sanduíches naturais e até saladas com grelhados. A variedade é grande, e deve ser abordada com atenção. Portanto vamos, naturalmente, por partes.

O post é dedicado às Onion Rings, aproveitando o tema recentemente abordado sobre o Burger King.

Valentina e eu fomos almoçar no Fifties próximo ao Masp. Pedimos uma porção de onions pra abrir a refeição.
Rapidamente fomos servidos com o petisco.
Os anéis de cebola eram visivelmente fininhos. Feitos com pouca massa. Pareciam um grande emaranhado.

A primeira mordida revelou uma leve crocância e cebola bem cozida. Devido à fina camada de massa, de sabor quase imperceptível e tempero fraco, os onion rings não eram nada sem catchup e mostarda.

A “casquinha” de massa também fez com que os anéis ficassem quebradiços. E sim, tinham o efeito de puxa-um-vem-tudo.

Levando em consideração a Cartilha de Onion Rings, a nota para o Fifties é 3/10.

Crocante/Sequinho: 0.5/2.5
Cebola Cozida: 2.5/2.5
Massa Temperada: 0/2.5
Firme/Soltinho: 0/2.5

Não recomendamos Onion Rings do Fifties.

Cartilha de Onion Rings

Valentina e eu acreditamos que Onion Rings devem seguir alguns critérios para serem consideradas excelentes. Aqui estão eles, para que nos ajudem a dar notas de 0 a 10 para esses petiscos tão queridos. Cada fator tem peso 2.5:

Crocante/Sequinho
O anel de cebola ideal tem que ser crocante, fazer estalo quando você morde. Óleo exagerado arruina isso.

Cebola Cozida
Ninguém gosta de morder um onion ring no meio e destruí-lo ao trazer toda a cebola junto. Ela deve se partir facilmente quando você morde.

Massa Temperada
Quando se cozinha a cebola a ponto de se partir facilmente, ela perde seu sabor. A massa tem que sustentar o sabor.

Firme/Soltinho
É muito desagradável puxar um anel de cebola e ele se quebrar, ou pior, vir com metade da porção junto.

Rockets

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Na busca incansável pela melhor hamburgueria de São Paulo, semana passada fomos no Rockets, uma lanchonete temática anos 50 americano, localizada no Jardins.

Ao chegarmos lá, a primeira coisa que notei é que era tudo muito familiar pra mim… logo veio o estalo, “é igual ao Johnny Rockets!”. O Johnny Rockets é uma rede de lanchonetes americana com o mesmo tema. Até o logo é parecidíssimo! Mas como nem tem Johnny Rockets no Brasil, vamos nos ater à comparação e análise com as outras hamburguerias daqui.

A decoração interna é muito legal, melhor e mais fiel do que as outras hamburguerias que fui com a mesma proposta. Tem até aqueles table top jukeboxes, repleto de músicas da época! Só não conseguimos saber se funcionam de verdade porque escolhemos uma mesa sem um desses.

O menu é um espetáculo! É enxuto e sem frescuras, o que proporciona uma escolha rápida, mas mesmo assim tem grandes destaques que eu nunca havia antes visto no Brasil. Leite maltado, chili fries, Coca-Cola com sabores, são alguns desses items que você provavelmente só viu nos seriados americanos! Mesmo sendo pouco comuns no Brasil, esse tipo de coisa é normal em qualquer lanchonete americana, o que os torna mais fiel ao tema. Pelo que percebi, a proposta do cardápio deles é ter poucas opções, pra fazer tudo muito bem. Já a parte dedicada à sobremesas não parecia nada atraente. Os sanduíches tem um valor médio comparado a outras hamburguerias de São Paulo, entre R$15 e R$20 e poucos reais.

Abrimos com um chili fries. Pedi um leite maltado sabor chocolate e o Nestor pediu uma strawberry lemonade. O chili fries estava excelente. Quente o bastante pra derreter o cheddar no topo, mas no ponto certo pra não queimar a língua. Também veio junto um conjuntinho de condimentos com maionese, ketchup e mostarda, todos de ótima qualidade. O Nestor até falou que tinha que pedir um sanduíche com cheddar, porque o cheddar do chili fries estava maravilhoso.
O leite maltado estava bom, afinal é uma bebida simples e não há muito que inventar mesmo. O Nestor ficou extremamente emocionado com strawberry lemonade, a limonada sabor morango. Falou que foi uma das melhores limonadas que ele já tomou, e dava de 10 a zero na do Applebee’s!

Ao terminar o chili fries, já estava cheia, mas pensamos “temos que perdir o hamburguer, afinal aqui é uma hamburgueria”. Pedi o #1 e o Nestor pediu o BB King. O #1 é um cheeseburguer com salada simples, porém muito saboroso e bem grandão. Tão grande que o Nestor teve que comer metade, porque eu não dei conta. O BB King vinha com um hamburguer farto, blue cheese e bacon. Nestor comentou que a carne estava muito boa e no ponto certo, que a combinação resultou num ótimo sanduíche em que todos os sabores, mesmo sendo fortes, casavam muito bem.

Ficamos lá tentando fazer a digestão antes de voltar pra casa, ao som da agradável seleção de música de rock anos 50. Pedi uma Coca-Cola com sabor cereja, para ajudar. Parecia uma Coca-Cola com Halls sabor cereja, não achei ruim mas não é igual à clássica Cherry Coke americana. O Nestor nem quis provar, porque odeia cereja.
A conta deu aproximadamente R$80, e foi comida de sobra pra duas pessoas.

Concluindo, felizmente, a semelhança com o Johnny Rockets fica apenas no visual da fachada. A gente percebe que o Rockets realmente se empenha em fazer uma lanchonete tipicamente americana e se sai muito bem.
Nestor e eu achamos que o Rockets, por enquanto, divide com Achapa o lugar de melhor hamburgueria de São Paulo – compará-las não é possível por causa da temática.

Lanchonete da Cidade

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Na eterna busca pelo melhor hamburger de São Paulo, há umas semanas Valentina e eu visitamos um forte concorrente ao cargo. Localizada no charmoso bairro dos Jardins, a Lanchonete da Cidade.

O lugar é bonito, bem localizado e decorado.
Era domingo, véspera de feriado. O público era essencialmente familiar – então o bom ambiente estaria garantido.

Depois de uns 15 minutos aguardando atendimento, Valentina escolheu um sanduíche com tiragem limitada, o Cooper Burger. Eu pedi um Leblon.

O garçom perguntou se queríamos o hambuger ao ponto ou bem passado.
“Ao ponto! Claro!” – respondemos em côro.
Estávamos famintos e com medo da demora, então pedímos uma batata especial da casa, com alecrim e dentes de alho inteiros!

Importante ressaltar mais 15 minutos de espera, porque a lanchonete apesar de não parecer superlotada, teve um atendimento bem lerdo. Tão lerdo que o garçom acabou esquecendo de trazer nossas bebidas – refizemos o pedido.

Enfim nossos sanduíches chegaram.
A primeira mordida revelou um hamburger praticamente crú. Mas crú mesmo.

Foi preciso fazer uso do bom humor para ignorar o fato da carne rua. Então o aviso mais importante para Lanchonete da Cidade é, a menos que você curta carne crua, diga “BEM PASSADA” para o garçom. Vai chegar no “ao ponto” universal.

Engolímos – literalmente – o desgosto e partímos para a análise dos sanduíches.

Antes que eu pudesse me concentrar no meu Leblon, Valentina se engasgou com molho de pícles e mostarda do Cooper Burger.
Pensei que fosse exagero, e fui eu mesmo experimentar.
Quase que Valentina pediu um médico. A coisa foi feia mesmo.

Deixamos um pouco de lado o pão-que-o-diabo-amassou e fomos ao Leblon. Hamburger com queijo camembert, bacon, tomate e alface.
Seria um x-salada sofisticado, mas a combinação não foi lá espetacular.
O sanduíche parecia seco e sem alma.

Estávamos bebendo milk shakes. Eu peguei um tradicional morango, mas Valentina se aventurou com banana – o qual ela não gostou.

No final das contas estávamos nos estapeando pra ver quem terminaria com aquele Cooper Burger. Mas ele acabou.

E a conta deu mais de 100 reais. Que desgosto!
Passamos muito tempo depois conjecturando a razão de nossa infelicidade.
Talvez tenha sido pelos pedidos afrescalhados. A fama da Lanchonete da Cidade é grande de mais pra ser só hype…

Combinamos voltar lá, pedindo coisas simples num dia do juízo final. Aguarde!