Archive for the ‘ Show ’ Category

Orquestra Imperial, Caetano Veloso, Jane Birkin e Jean-Claude Vannier no Sesc Pinheiros

gainsburgimperial

Dificilmente eu teria uma justificativa pra ver algo ao vivo que envolvesse Caetano Veloso, mas nesse caso ficou fácil: Valentina adora Jane Birkin.

Ingresso na mão, chegamos no horário, pegamos nossas poltronas na galeria superior. Em meio a uma infinidade de casais de meia e terceira idade louquinhos pra ver um encontro memorável.

Diferente do que eu pensava, Veloso e Birkin fizeram rápidas aparições do meio pro final da apresentação. Mas provavelmente a maioria das fotos do show que você vai encontrar na internet são desse longo e fatídico momento em que brasileiro e inglesa trocaram desajeitados abraços e carícias. Valeu boas risadas até da vovó mais carrancuda do auditório!
Quem teve destaque em todo o show foi a não-tão-mais-underground-carioca Orquestra Imperial e o pianista/maestro-cenográfico Jean-Claude Vannier.

Fui mais pela Valentina, mas acabou não sendo de todo mal. O auge pra mim foi quando todo mundo caiu numa batucada bem afro no final do show! =D

Sebastien Tellier no Sesc Pompéia

sebastientellier

Monsieur Tellier, uma das raras personalidades populares que é ao mesmo tempo brega e cool, deu o ar da graça aqui em São Paulo semana passada.
E não é força de expressão, senti um clima de afetação do começo ao fim do espetáculo.

Platéia formada de gente descolada no máximo. Rostos comuns da noite electro paulistana se misturavam a Lovefoxxx e VJ da MTV.
Muita jaqueta de couro, gente descabelada, e fantasias de todo o tipo. Enfim.

No palco pretenciosos DOIS caras munidos de 2 sintetizadores cada um e um baterista. Tudo devidamente syncado em seus macbooks.
E todo mundo com um visual autenticamente oitentista: fosse pelo topete ou pela camisa de tô-na-cena-de-praia-do-fime-Porky’s.
A persona da foto aí em cima flutuava entre guitarra e um piano de cauda. Trajando nada mais nada menos que chapéu, óculos escuro, camisa caribenha, jeans e um sapato branco.
Bom, o Tellier não largou uma garrafa de liquido transparente o show inteiro. Não identifiquei se era vinho ou martini ou similar. Mas considero parte do vestuário.

Cheguei 25 minutos atrasado.
Não peguei Divine, e nem sei se ele tocou.
O decorrer do show foi legal. Musica bem executada (todo mundo syncado sempre gera suspeitas), áudio legal e a performance do galã brega impecável. Com direito a furiosas goladas de bebida, tragos de cigarro, e rastejamento ao pé do piano seguido de xingamentos.

Abruptamente, quando o relógio bateu 1h de show a banda foi-se embora.
Sem bis, nem nada.
(A menos que tenham voltado ao palco depois de meia hora, o que não acredito)

Fiquei com a sensação que ou o Tellier é escroto, ou a banda não curtiu o ambiente.
Sabe, cara, entrar num continente pra fazer um show bêbado de 1h pra mim é meio-merda.

Mas enfim, valeu a experiência. Nem foi caro mesmo =)

Britta Persson no Sesc Pompéia

Britta Persson

Totalmente desavisado eu fui conferir Britta Persson, pelo já conhecido festival indie Invasão Sueca.
Cheguei na segunda música mas já fui surpreendido pelo simples mas muito bonito efeito de luzes.

A tal sueca tocava um rock igualmente simples, acompanhada por um energético baterista.

A performance tranqüila misturada à ótima qualidade sonora, somada ao fato de ver o show sentado em poltronas tranformou a experiência numa sensação muito agradável e reconfortante. Exatamente como eu definiria da música da senhorita Persson.

E amanhã tem Loney Dear e Those Dancing Days. Mesmo bat-país, mesmo bat-horário, mesmo bat-canal!

Chris Garneau – Sesc Vila Mariana

6a00d8341ca51d53ef01156ead89b0970c-800wi

Dois dias depois de ter visto Barbara Carlotti, voltei ao Sesc Vila Mariana para ver o bem mais conhecido Chris Garneau.
Pra quem não conhece, trata-se de um pianista com um vocal afetado e dramático. Bem ao estilão CocoRosie.

Cheguei com quase meia hora de atraso, mas Valentina me esperava num lugar a quatro fileiras do palco.
O auditório estava bastante cheio, mas não completamente lotado. Então o ambiente estava confortável.

Imediatamente fiquei animado com a qualidade das performances. Garneau executou as músicas com muita tranquilidade e segurança – apesar do clima íntimo de suas músicas.
Acompanhado de um baterista e uma violoncelista, Garneau estava bem munido de músicos e o som ótimo: claro e envolvente.

Quem estava lá só precisou relaxar e se deixar tocar pela música – esforço mínimo.

A platéia, predominantemente gls estava hipnotizada. E a aprovação era clara com os longos aplausos após cada música executada. Por falar em música, a grande maioria naturalmente foi do novo disco El Radio.

Após um cerimonial anúncio de fim de show, Chris Garneau voltou para tocar mais algumas canções, e encerrou o show em seu “acordeon de chão”, com a bonita música Not Nice – do primeiro disco Music for Tourists.

Mais um ótimo show, bem organizado e produzido, que só o Sesc poderia fazer tão barato: R$20 a inteira.
Estou virando evangelista do Sesc, preciso ganhar algo com isso.

Barbara Carlotti – Sesc Vila Mariana

Barbara Carlotti

Fui ao Sesc Vila Mariana no último dia 5 com a promessa de chanson française. Mas sem conhecer o nome: Barbara Carlotti.
Cheguei em cima da hora mas consegui pegar o show inteiro.

As músicas próprias são OK. Nada espetacular nem incômodo.
Meus ouvidos foram mais provocados pelas interpretações de nomes Françoise Hardy até Tom Zé, Tom Jobim e The Supremes!

A participação de um colega brasileiro da banda me pareceu um tanto piegas.
Percebi um crescente entrosamento e desprendimento da banda que culminou numa interessante performance ao final do show. Barbara e seus músicos munidos de violão e percussão – totalmente desplugados – passearam pelas fileiras do auditório dando toda atenção e simpatia para o público.
A audiência terceira idade era bem numerosa, seguida da turma de entusiastas de francês.

Acho que só o Sesc consegue fazer programas de boa qualidade a preços tão baixos: R$16 inteira!
Foi ótimo sem dúvida!