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Festa IMINLIKE no Kitsch Club

Nestor Figueroa no Kitsch

Semana passada fui tomado de grande surpresa ao saber que rolaria uma balada de umas pessoas que tocam na festa Bang! (festa maximal, french house, disco punk e (ergh) ghetto house mais conceituada de SP) aqui do lado de casa!

Tem um clubezinho aqui na Vila Mariana chamado Kitsch. Eu nunca tinha ido, só visto de longe o letreiro azul.
Ora bolas, balada promissora a pé? tô lá!

A primeira coisa que chama atenção é a decoração da casa que leva a sério o nome. Lá você encontra quadro do Eistein, boneco do Chaves, estátua de um pingüim de 2m de altura, e até essa charmosa cabeça de coelho que eu estou usando na foto, entre outras coisas.
Toda essa mistura deu um clima divertido à balada.

Infelizmente dessa vez Valentina não estava comigo, mas fui acompanhado de bons amigos.
Chegamos quase 1h e o lugar poderia ser considerado vazio por um exagerado. “A festa tava marcada para a meia noite… e afinal, é um clube afastado do circuito de baladas, então vai ser mais tranqüilo, e a galera boa deve estar chegando” – pensei.

Um pessoalzinho aparentemente remanescente de um matinê “Divas da Black Music” povoava a pista. E sim, se moviam. Causando grande desconforto às pessoas decentes do lugar.
A música não estava ruim, então melhor pegar um drink e relaxar.

ARGH!
Bebida caríssima!
Lata de cerveja a 5 pratas, long neck a 7.
Após uma minuciosa análise do menu de bebidas decidi que o melhor custo benefício era a caipiroska de Smirnoff – 12 reais. Se você topar um Velho Barreiro consegue a sua por 8.

Conversa vai, capirinha vem, banheiro vai, conversa vem e a música começou a não empolgar, e a galera boa não chegava, e desânimo foi batendo.

Antes das 3h a paciência tinha acabado. Decidimos apelar pro bate papo e exploração das atrações da casa. Não as música nem as pessoas, mas sim os disfarces e bizarrices decorativas espalhadas pela casa.
Mas pra isso pagar 15 de entrada é caro demais né?

Fomos embora.
Não sei o que aconteceu. Se foi o lugar ou a falta de atrações conhecidas dos ravers, mas a coisa não rolou.

Golden Filter – Clash Club

Golden Filter

Mal pude acrediter que o misterioso Golden Filter tocaria aqui tão rápido. Afinal eles apareceram na ceninha electro agora e wow – tão aqui no Clash um pouco depois.
O difícil seria aguentar o dia depois: a balada era de quarta!
Pelo menos o nível seria bom.

Cheguei lá pelas 1h30, o som tava ótimo e a casa não deveria ter metade da lotação. Mas isso foi logo explicado pela recém aplicada lei anti-fumo.
O jardim-fumódromo do Clash tava bombando bem mais que a pista.

Mas a música divertida foi abruptamente arruinada pelos Stop Play Moon. Uma bandinha sem graça liderados por… bom, deixa pra lá.

Pelo menos a canção de backup da casa – que tocou várias vezes devido aos vários problemas técnicos – era ótima: The Buffalo Bunch – Music Box.

Depois de alguma espera o duo entrou em cena. E por quase 1 hora preencheu palco e caixas acústicas.
A ótima performance da “sacerdotiza” manteve a atenção da audiência, enquanto a batida – aparentemente live pra valer – e os tambores complementaram o ambiente misterioso.

Os preços do Clash já são conhecidos pelo exagero. Sem novidades aqui.
A noite foi boa, mas se não rolasse Stop Play Moon poderia ter sido muito foda.

Foto tirada pelo Adriano.