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Starbucks

Recentemente houve um boom de cafeterias na cidade de São Paulo. O fenômeno tomou proporções populares a partir de 2006 com a chegada do gigante americano Starbucks, levando muita gente que não gostava da bebida ao hábito “cafetino”.
Entretanto, antes da grife americana aterrissar no Brasil, nomes como Franz Café, Kopenhagen e Offner já tentavam tornar o nicho cafeteria mais acessível ao grande público.

Por causa do impacto do Starbucks no Brasil, estamos  iniciando uma série de posts sobre cafeterias em São Paulo. Começando com a própria rede que mudou o jeito do paulistano apreciar café.

Starbucks foi e é um grande sucesso comercial. Mesmo depois de quatro anos é comum ver filas nas várias lojas espalhadas pela cidade apesar dos preços fora da realidade brasileira. Podemos dizer que a franquia não é só uma febre passageira.

Alguém poderia dizer que foi confiança demais apostar que o consumidor brasileiro pagaria quase 10 reais num café. Mas os investidores que já estavam no Brasil não tinham imaginado que o paulistano tem carência de produtos e serviços premium, e que está disposto a gastar mais de vez em quando.
A  proposta atingiu a classe média em cheio e o Starbucks virou  referência para as outras cafeterias. De lá pra cá o formato foi copiado e usado como exemplo.
Mas como estão as coisas hoje? Vamos analisar!

Dificilmente você vê alguém pedindo um espresso no Starbucks. O café é muito forte e amargo. Feito para ser misturado com leite e outros ingredientes.
As únicas circunstâncias que me fizeram apelar para a “tinta” foi sono incontrolável no trabalho.
Contudo existe a opção cuada chamada de “café do dia”. Supostamente mais fraca.
Particularmente nunca tomei o café do dia. Tentei mais de uma vez, mas não consegui. Simplesmente “ia demorar pra sair o próximo”, segundo o funcionário. Então desisti.
Tambem tem as opções americano (café do dia diluído em água quente) e prensa francesa. Talvez um dia eu consiga experimentá-los.

O que já faz parte da minha rotina são os Mocha, Doce de Leite Latte e Cappuccino. É nessas receitas que está o verdadeiro espírito da experiência Starbucks.
Mas é bom destacar que essas opções tem sabores bem sintéticos. Você pode se sentir tomando um café produzido em linha de produção (como um sanduíche no Mc Donald’s).
Apesar de bons, acredito que esses clássicos da cultura americana não tem a espontaneidade de um café mais artesanal, como os do sul de Minas, servidos nas melhores cafeterias da cidade.

Apesar de tudo, os americanos tem ótimas opções exclusivas como o muffin de chocolate, frappuccino de chá verde e o java chip (recomendado para chocólatras profissionais). O muffin, mesmo sendo um bolo universal é mais gostoso lá.

Mas o Starbucks também tem suas trapaças.
O quiche, servido em algumas variedades, custa em torno de 5 reais. O que provei foi o “caprese”, de mussarela de búfala e tomate seco. Francamente, o recheio existe apenas na descrição do produto, porque o quiche não passa de uma massaroca de farinha sem graça.
É sempre bom alertar quanto aos xaropes adicionais que na maioria dos casos tem um gosto horrivelmente artificial, sobretudo os sabores sabores avelã e amêndoas.
A Valentina me censurou quanto as coisas que eu não provei, então não vou falar mal das bagatelas suco de laranja não fresco (~7), sanduíche de peito de peru com salada (~10) e considerada o destaque dos doces, a barrinha de frutas do bosque, medindo aproximadamente 10 centímetros quadrados (R$5,80).

Nosso veredicto para o Starbucks é parcialmente positivo. Por fazer seus produtos numa estrita linha de produção, você dificilmente terá sempre a mesma experiência. E tem o contexto histórico das cafeterias do Brasil.
Mas se você prefere o tracional café expresso, cuado ou misturas tradicionais como cappuccino, há lugares muito melhores que a rede americana.

Rockets

rockets

Na busca incansável pela melhor hamburgueria de São Paulo, semana passada fomos no Rockets, uma lanchonete temática anos 50 americano, localizada no Jardins.

Ao chegarmos lá, a primeira coisa que notei é que era tudo muito familiar pra mim… logo veio o estalo, “é igual ao Johnny Rockets!”. O Johnny Rockets é uma rede de lanchonetes americana com o mesmo tema. Até o logo é parecidíssimo! Mas como nem tem Johnny Rockets no Brasil, vamos nos ater à comparação e análise com as outras hamburguerias daqui.

A decoração interna é muito legal, melhor e mais fiel do que as outras hamburguerias que fui com a mesma proposta. Tem até aqueles table top jukeboxes, repleto de músicas da época! Só não conseguimos saber se funcionam de verdade porque escolhemos uma mesa sem um desses.

O menu é um espetáculo! É enxuto e sem frescuras, o que proporciona uma escolha rápida, mas mesmo assim tem grandes destaques que eu nunca havia antes visto no Brasil. Leite maltado, chili fries, Coca-Cola com sabores, são alguns desses items que você provavelmente só viu nos seriados americanos! Mesmo sendo pouco comuns no Brasil, esse tipo de coisa é normal em qualquer lanchonete americana, o que os torna mais fiel ao tema. Pelo que percebi, a proposta do cardápio deles é ter poucas opções, pra fazer tudo muito bem. Já a parte dedicada à sobremesas não parecia nada atraente. Os sanduíches tem um valor médio comparado a outras hamburguerias de São Paulo, entre R$15 e R$20 e poucos reais.

Abrimos com um chili fries. Pedi um leite maltado sabor chocolate e o Nestor pediu uma strawberry lemonade. O chili fries estava excelente. Quente o bastante pra derreter o cheddar no topo, mas no ponto certo pra não queimar a língua. Também veio junto um conjuntinho de condimentos com maionese, ketchup e mostarda, todos de ótima qualidade. O Nestor até falou que tinha que pedir um sanduíche com cheddar, porque o cheddar do chili fries estava maravilhoso.
O leite maltado estava bom, afinal é uma bebida simples e não há muito que inventar mesmo. O Nestor ficou extremamente emocionado com strawberry lemonade, a limonada sabor morango. Falou que foi uma das melhores limonadas que ele já tomou, e dava de 10 a zero na do Applebee’s!

Ao terminar o chili fries, já estava cheia, mas pensamos “temos que perdir o hamburguer, afinal aqui é uma hamburgueria”. Pedi o #1 e o Nestor pediu o BB King. O #1 é um cheeseburguer com salada simples, porém muito saboroso e bem grandão. Tão grande que o Nestor teve que comer metade, porque eu não dei conta. O BB King vinha com um hamburguer farto, blue cheese e bacon. Nestor comentou que a carne estava muito boa e no ponto certo, que a combinação resultou num ótimo sanduíche em que todos os sabores, mesmo sendo fortes, casavam muito bem.

Ficamos lá tentando fazer a digestão antes de voltar pra casa, ao som da agradável seleção de música de rock anos 50. Pedi uma Coca-Cola com sabor cereja, para ajudar. Parecia uma Coca-Cola com Halls sabor cereja, não achei ruim mas não é igual à clássica Cherry Coke americana. O Nestor nem quis provar, porque odeia cereja.
A conta deu aproximadamente R$80, e foi comida de sobra pra duas pessoas.

Concluindo, felizmente, a semelhança com o Johnny Rockets fica apenas no visual da fachada. A gente percebe que o Rockets realmente se empenha em fazer uma lanchonete tipicamente americana e se sai muito bem.
Nestor e eu achamos que o Rockets, por enquanto, divide com Achapa o lugar de melhor hamburgueria de São Paulo – compará-las não é possível por causa da temática.

Busca pelo melhor hamburguer de São Paulo

Na minha vida nunca dei muita importância pra hamburgueres. Mas com a vinda da Valentina pra São Paulo e nossas frequentes incursões por todo tipo de atração da cidade, as hamburguerias tomaram lugar de destaque em nossos planos. São tema pra longas comparações e recaptulações.
O apetite por conhecer/classificar/rankear -ou simplesmente colecionar- hamburguerias, acabou se revelando mania pra pizzarias, bares, casas noturnas, lanchonetes, docerias, cafeterias, teatros, cinemas…

Em pouco tempo as coleções e referências cresceram a ponto de criarem um belo mural de lembranças.

Ah… pra mim o melhor hamburguer de São Paulo está agora no Achapa da Brigadeiro. Recomendo cheeseburger tártaro.
Mas todos os detalhes serão abordados com a devida atenção num post próprio.

Apresentação feita. Que venha a diversão!